TAG: Transtorno de Ansiedade Generalizada

A ansiedade natural nos ajuda a manter a integridade física e mental, é temporária, surge mediante um perigo real (estímulo estressor) e nos prepara para o enfrentamento ou fuga da situação.

A ansiedade natural nos ajuda a manter a integridade física e mental, é temporária, surge mediante um perigo real (estímulo estressor) e nos prepara para o enfrentamento ou fuga da situação.

As respostas de ansiedade aos estímulos estressores dependem de estruturas cerebrais que fazem parte do processamento da informação de ameaça e que interagem através de um delicado equilíbrio de substâncias químicas conhecidas como neurotransmissores, os principais são a serotonina e a dopamina. Em determinadas circunstâncias, o desequilíbrio nesse processo pode acarretar um quadro de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

Os critérios diagnósticos do TAG são:

A. Ansiedade e preocupação excessiva (sobre eventos negativos com poucas chances de acontecerem), ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos seis meses.

B. Dificuldade para controlar a preocupação.

C. A ansiedade e preocupação se relacionam a três ou mais dos seguintes sintomas (em crianças, apenas um é suficiente): inquietação ou nervos à flor da pele, sensação de fadiga, dificuldade de concentração ou “brancos”, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono.

D. A ansiedade, preocupação ou os sintomas físicos causam sofrimentos significativos e prejudicam a rotina do indivíduo quanto ao funcionamento social, profissional, escolar, familiar e de outras áreas.

E. A perturbação não se confunde com os efeitos fisiológicos produzidos por outras condições médicas ou pelo uso abusivo de substâncias (por exemplo, drogas ou medicamentos).

F. A perturbação não é mais bem explicada por outro tipo de transtorno psíquico.

Em crianças é importante observar algumas das seguintes manifestações, sempre que excessivas/desproporcionais e persistentes: preocupações com eventos, pessoas, doenças ou quanto ao próprio desempenho; sensibilidade a críticas; choro ou insegurança diante de tarefas, testes ou outros desafios; pensamentos perfeccionistas; sintomas físicos (dores de cabeça e estômago, urgência de usar o banheiro, náusea, respiração acelerada, palpitação e rubor).

O diagnóstico do TAG é complexo e o tratamento deve combinar psicoterapia e medicação, dependendo da gravidade.

O processo psicoterapêutico fundamentado na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é bastante eficaz e favorece:

a) a desconstrução de erros cognitivos: catastrofização (significa antecipar situações de modo negativo, crer que o acontecimento será terrível e insuportável), generalização (significa generalizar situações negativas isoladas de maneira ilógica) e leitura mental (significa presumir, sem ter evidências suficientes, que conhece os pensamentos e intenções dos outros ou que estes conhecem os seus);

b) a flexibilização dos pensamentos disfuncionais e por consequência o controle de crenças também disfuncionais – visão ou expectativas negativas sobre o próprio desempenho, dos outros ou sobre o futuro.

c) o dimensionamento adequado de capacidades, equilíbrio do humor e melhora da qualidade de vida do paciente.

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