Beleza na pandemia: Quais produtos mais venderam?

Produtos de skincare e para cuidados com os cabelos dispararam no último ano, enquanto as maquiagens decaíram durante a pandemia

Com a quarentena, comércios e salões de beleza passaram períodos longos fechados, home office se tornou o novo normal e máscaras são o novo “acessório” indispensável. Com tantas mudanças significativas na nossa rotina, o modo como lidamos com a beleza e nossa imagem, também mudou. A rotina de skincare e cuidados com a pele se tornaram prioridade, uma vez que a maquiagem não era mais algo necessário e essa realidade impactou o comércio da beleza.

Segundo a SPATE (inteligência que analisa trendings de consumo) 4 trends principais tomaram o mundo da beleza em 2020: Objetos para skincare (como Jade Roller, Vaporizador Facial, Gua Sha), produtos para cabelo, seruns e protetores solares com bloqueio de luz azul. Sem nenhuma expectativa do fim da pandemia, a expectativa é que produtos voltados para a saúde da pele se tornem cada vez mais procurados. Hoje, em sites como Amazon e Beleza na Web os produtos mais vendidos na categoria beleza são Vitamina C, Tônicos Faciais, Máscaras Faciais e Capilares.

Isso mostra como a rotina de skincare tem sido incrementada. Vitamina C, Ácido Hialurônico e Sérum antirrugas teve sua

demanda aumentada entre 20-40% segundo a SPATE, e pesquisas por sérum de niacinamida (ativo com propriedades hidratantes, iluminadora e clareadora) cresceram cerca de 193%. Houve também o aumento de pesquisa por cuidados específicos contra a luz azul (luz vinda de aparelhos de tv, celular, computador) pelo tempo que passamos ligados nos aparelhos eletrônicos. chegando a crescer 46,2% nos últimos 12 meses, e marcas que vendem produtos com proteção contra luz azul notaram que suas vendas aumentaram, segundo SPATE.

Outra grande procura na web são produtos que reproduzam (o máximo que puderem) o “efeito de salão” em casa. O interesse por tratamentos de beleza caseiros e em março e abril aumentaram, e as máscaras tiveram um aumento de procura de 82,1% em 2020 segundo SPATE, já que os frequentadores regulares de salões sentiam a necessidade manter o cuidado dos fios. Kits de pintura também tiveram um crescimento considerável, segundo Theresa Yee, diretora de beleza da empresa britânica WGSN, que prevê tendências de consumo, e que isso pode indicar uma possível diminuição na frequência que as pessoas vão ao salão mesmo após a pandemia. Mas esse aumento coincidiu com o declínio da maquiagem. No primeiro semestre de 2020, marcas como L’Oreal viram a compra dos produtos caírem em até 28%. Segundo a pesquisa de McKinsey & Company, os consumidores tem tendência de investir menos em produtos de beleza baseado na crise epidemiológica que o mundo se encontra, a procura por esses produtos poderia cair de 20-30% em continentes asiáticos e na América do Norte cerca de 35%. Marcas de grande prestígios teve um declínio na sua venda, durante 2020, entre 55-75% nos seus produtos de beleza e fragrâncias em relação a 2019, porém houve uma excessão nos produtos voltado para os olhos. Na China, o site Alibaba teve um crescimento de 150% em relação a esses produtos.

No início dos anos 2000, durante a recessão, o presidente da marca de cosméticos Esteé Lauder, Leonard Lauder, criou o termo “Indíce do batom”, onde na sua teoria, um tubo de batom era um luxo acessível que as pessoas comprariam, por pior que fosse a economia. E por mais que, durante a pandemia da coronavírus, o batom não tenha sido o “luxo acessível” adotado pelo consumidor, Lauder afirmou que o índice ainda existia. “Por causa da Covid, batom não era a categoria certa para indicar esse momento econômico . O índice de batom foi substituído pelo índice da hidratação, mas o conceito de índice ainda está lá.” disse, em uma teleconferência de resultados em 20 de agosto de 2020.

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